terça-feira, 28 de agosto de 2012

Discurso do Presidente do Uruguai na Rio+20



Convido todos a assistirem este belíssimo discurso do Presidente do Uruguai, José Mujica durante o encontro Rio+20.

Com muita simplicidade e sabedoria ele conseguiu expressar de maneira muito feliz o sentimento que muitos de nós compartilhamos sobre o tema.

Espero que gostem e comentem.


Abraços

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Efeito Russomano é sintoma instantâneo da queda livre de Serra




A candidatura de José Serra está em queda livre.

É o que se observa nas últimas pesquisas do Ibope e do Data Folha.

Enquanto no Ibope José Serra aparece empatado com Celso Russomano, na pesquisa do Data Folha, Russomano já aparece em primeiro lugar.

Muitos estão se esforçando para entender o “fenômeno” Russomano nas eleições municipais. É evidente que o candidato tem chances de ir ao segundo turno e vencer as eleições, porém é preciso dar a dimensão exata ao feito parcial de Russomano.

Seu crescimento nas pesquisas é o efeito mais imediato do incômodo da população de São Paulo com a candidatura de Serra.

A imensa maioria do eleitor potencial de Serra é composta por conservadores notadamente “não petistas”.

Ao eleitorado de José Serra abandonar sua candidatura, é natural que o faça com dois critérios iniciais. Primeiro buscando o candidato mais conhecido até o momento. Depois, procurando um candidato “não petista”.

Portanto, o crescimento parcial de Russomano, nada mais é do que um novo arranjo (ainda precário) do eleitorado conservador paulistano.

Celso Russomano está há mais de uma década na televisão e tem sua imagem ligada ao direito dos consumidores. Coloca-se numa posição de “vingador” dos interesses populares. Esta condição confere ao candidato imediata simpatia da população que não dispõe de representação política, sindical, partidária e associativa.

Não à toa, nos debates Russomano defende os trabalhadores informais e até mesmo os ambulantes. A livre iniciativa paulistana carrega desde sempre um ressentimento com as organizações políticas porque carrega consigo uma orfandade representativa irreparável. Para o paulistano médio, o trabalhador sindicalizado, por mais pobre que seja, aparenta ser um privilegiado, já que dispõe de garantias impensáveis para quem vive vendendo o almoço para pagar o jantar.

Quanto a José Serra, é claro que ele não está morto. Porém, seu potencial de crescimento é muito menor do que os outros candidatos. Segundo pesquisas, mesmo antes do início do horário eleitoral, Serra já é conhecido por 99% do eleitorado. Para reverter a migração de seus votos, Serra terá de fazer um esforço muito grande.

Existe um estresse da figura política de Serra. Sua insistência em se colocar como candidato, sufocando desde sempre outras candidaturas emergentes em seu campo político, parece desestimular adesões à sua candidatura, mesmo para o eleitorado que dispõe de simpatia pelo candidato.

O mesmo aconteceu com Paulo Maluf. Nas últimas eleições, os resultados eleitorais de Maluf (para eleições majoritárias) foram muito menores do que o espaço representativo do malufismo em São Paulo. Simplificando, para a população existe o momento do “chega”.

Talvez, Serra sequer esteja no segundo turno.

Explica-se. Se o eleitorado de Serra (não petista) tem outras candidaturas para migrar, o eleitor tradicional do PT tende a encontrar seu abrigo na candidatura de Fernando Haddad. Desde que existem eleições em dois turnos na cidade de São Paulo, o PT sempre esteve na disputa.

Desta vez não será diferente. A candidatura Haddad deve crescer nas próximas semanas e ocupar seu espaço na disputa.

Quanto a Serra, existem candidaturas alternativas que tendem a angariar seu eleitorado e irá disputar com ele a indicação para o segundo turno.

A boa novidade destas eleições é que existem muitos candidatos e não há espaço para a polarização. Nas principais eleições vencidas pelos tucanos, eles conseguiram se colocar como única alternativa viável para derrotar o petismo, e conseguiu unificar os votos conservadores.

A tendência é que cheguemos à última semana com pelo menos quatro candidatos com chances de ir ao segundo turno.

Gabriel Chalita tem grande potencial de crescimento.

Se hoje o eleitorado de Serra está migrando com velocidade à candidatura de Russomano, ele poderá muito em breve encontrar abrigo na candidatura do peemidebista.

Chalita terá um bom tempo de tevê e já conta com simpatia de boa parte dos tucanos, além de bom trânsito entre os petistas, rivalizando, inclusive, o apoio de Dilma com Fernando Haddad.

Para se tornar viável, Chalita deverá crescer a partir de agora, tornando-se alternativa possível às principais candidaturas.

Se existe uma candidatura com o potencial de significar uma “terceira via” na cidade é a de Chalita.

O eleitor deve definir seu voto nos últimos dias do pleito.

Haddad deve estar no segundo turno, ocupando o lugar cativo do petismo na cidade de São Paulo.  Mas não há definição alguma.





terça-feira, 7 de agosto de 2012

Jogos de Londres escancaram farsa da democracia liberal




Enquanto rolam os Jogos Olímpicos, a Síria está dividida em uma guerra civil sem prazo para terminar.

Em nome da democracia, os países ocidentais não disfarçam seu apoio às tropas rebeldes que avançam contra o exército de Assad.

Estes rebeldes Sírios recebem dinheiro e armas para combater o regime autoritário daquele país. São os “rebeldes do bem”.  Assim como os “terroristas do bem” que executaram em praça pública o Kadaffi, presidente da Líbia. Todos tratados como heróis.

A “exportação” da democracia liberal tornou-se nas últimas décadas uma cruzada do “Eixo do bem” contra o “Eixo do Mal”, segundo caracterização do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

Em nome desta democracia, tão cara à burguesia, foram realizadas guerras e bombardeios que custaram a vida de milhares de pessoas, além de bilhões de dólares nas contas da indústria bélica estadunidense.

O resultado mais visível destas guerras é o colapso na economia dos Estados Unidos com efeitos em dominó nas bolsas dos países do “centro”, derretendo o neoliberalismo.

Milhões de desempregados e endividados têm saído às ruas dos países ricos, protestando por transformações em seus modelos econômicos.

Porém, seja em Wall Street, seja em Madri, em Londres, ou mesmo em Paris, a reação destes governos é sempre a mesma: prisão dos manifestantes e paulada para dispersar a multidão.

Em Londres, alguns jovens continuam presos somente por convocar as manifestações por meio das redes sociais.

Os rebeldes sírios ou líbios são brindados como heróis e recebem armas e dólares para derrubar seus governos e defender a “democracia”.

Já os manifestantes dos países ocidentais são tratados como bandidos terroristas e colocados na cadeia.

Voltando aos Jogos Olímpicos, tomamos conhecimento que foi proibido nos locais de competição, como estádios e ginásio, o uso de camisetas que contenham conotação política.

A ordem é impedir a entrada de torcedores exponham seus pensamentos políticos, ou mesmo os que inadvertidamente estejam vestindo camisetas “políticas”, com especial atenção às camisetas com a face do Che Guevara.

Atletas também foram advertidos da proibição de quaisquer formas de manifestação ideológica.

Alguém poderia explicar do que se trata esta abstração que é a democracia liberal burguesa?

Por que será que somente os governos “não alinhados” com o “eixo do bem” são tratados como autoritários?

Irã, Cuba, Venezuela, Bolívia e Argentina são exemplos de países tratados como ditaduras, ou governos totalitários, embora quase todos estes tenham eleições regulares.

Será que esta liberdade de expressão, pensamento e organização política é mesmo respeitada nos países “desenvolvidos”?

Ou esta democracia liberal burguesa, pela qual milhares de jovens vêm morrendo em cruzadas estúpidas, é só mais uma farsa cada vez mais escancarada aos olhos e bolsos nus da comunidade internacional?

terça-feira, 31 de julho de 2012

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Como tudo no Brasil, a liberdade de expressão é privilégio dos ricos!

A crescente participação dos blogs e das redes sociais na difusão de conteúdo jornalístico e de opinião, democratizando o debate político para além dos meios de comunicação tradicionais vem causando arrepios na classe conservadora.

A cada dia, os brasileiros adquirem o habito de buscar fontes alternativas de informação e de reflexão sobre as grandes questões políticas nacionais, ou mesmo sobre a nossa vida cotidiana.

Isso sem falar nos conteúdos de diversão e entretenimento.

A população jovem aprendeu rápido a buscar conteúdo na internet, deixando de depender da programação das tradicionais empresas de comunicação.

Ainda que a velha mídia tenha imensa importância na formação de opinião, a internet (em especial as redes sociais), surgem como fonte alternativa. 

Entre outras coisas, as pessoas perceberam que a vida real não se resume à "versão oficial" dos jornais.

Enquanto as redes sociais eram meras concorrentes na geração de entretenimento, os grandes grupos de comunicação se prepararam para a disputa de mercado.

Mas quando as questões políticas  nacionais passaram a ser discutidas, contradizendo as grandes manchetes midiáticas, a disputa passou a ser questão de sobrevivência.

Nas últimas eleições, as redes foram responsáveis por "inverter o roteiro" de uma novela que deveria ter um final diferente, caso o debate político eleitoral estivesse ainda entregue aos grandes grupos de comunicação.

Agora, a disputa é pelo poder. 

Os grandes interesses da oligarquia estão em jogo.

Para os ricos, a democracia atendia ao propósito de legitimar o poder dos grandes grupos econômicos, porém, acomodando sanha por representação e participação política na sociedade brasileira.

Tampouco interessava à oligarquia governos autoritários e intervencionistas que viessem a limitar as grandes negociatas.

A democracia desenhada pela oligarquia era um grande teatro. O cenário ideal para a manutenção dos velhos privilégios. E a mídia dirigia o espetáculo com maestria, cabendo ao povo o papel de referendar nas urnas o que já estava decidido.

O Brasil ainda não fez mais do que algumas reformas sociais e tênues correções de rumos. Mas isso já foi suficiente para o estresse dos conservadores.

A democratização nos meios de comunicação, pode a médio e longo prazo dissolver a capacidade dos grandes grupos de comunicação "pautarem" a agenda do executivo e do legislativo.

A possibilidade de o Estado criar instrumentos sérios de regulação da mídia é tratada pelos magnatas como um atentado contra a liberdade de imprensa.

Mas ao que parece, a liberdade de expressão deve ser um privilegio apenas dos grandes e ricos grupos de comunicação.

Sem menor pudor, a velha imprensa vem atacando a "blogosfera" e exigindo que o poder público controle as redes sociais, inibindo seu potencial de comunicação com a sociedade.

Não são poucos os editoriais em que os grandes jornais acusam os blogueiros de serem militantes contratados pelo PT.

Muito curioso este protesto.

Ao menos este blogueiro que vos fala, jamais foi filiado ao Partido dos Trabalhadores e sequer militou em suas prestigiosas fileiras.

Além do mais, seria razoável que os grandes órgãos de imprensa fossem também denunciados por apoiarem de maneira escandalosa, desde sempre, o partido que condenou o Brasil à chaga do neoliberalismo.

E por falar em neoliberalismo, a velha imprensa festejou a abertura escancarada da economia brasileira à especulação internacional. Regozijou-se gostosamente defendendo a dilapidação do patrimônio público para empresas gringas que sucatearam os serviços ao consumidor, enquanto recheavam seus cofres. Deu de ombros para a quebradeira da industria nacional que ficou sem condições de competir no mercado internacional.

Mas o interessante, é que este apego às regras de ouro do livre mercado globalizado não se reflete quando  o assunto é a concorrência das empresas de comunicação brasileiras com empresas estrangeiras.

Os grandes jornais e televisões se manifestam com veemência em defesa da soberania nacional quando vêem a possibilidade de serem obrigados a concorrer com os grandes grupos estrangeiros.

É pena que não tenha sido da mesma forma quando eles defenderam a quebra do monopólio estatal do petróleo, das telecomunicações e a venda a preço de banana das nossas grandes empresas estratégicas ao interesse especulativo internacional.

E as contradições não param por aí.  Os magnatas das comunicações querem impedir uns poucos blogs de receberem publicidade institucional.

Mas a hipocrisia moralizadora da velha mídia, ao tratar dos gastos públicos, omite os bilhões de reais gastos com o dinheiro do contribuinte, por meio de publicidade governamental, para pagar o arrego dos grandes grupos que desde sempre conspiram contra o Brasil.

A liberdade de expressão não pode ser, como tantas coisas no Brasil, privilegio da oligarquia.  

Ensaia-se uma ofensiva contra os blogs e a sociedade deve estar consciente deste verdadeiro atentado contra a democracia.

sábado, 21 de julho de 2012

Polícia está medindo forças com a sociedade. Agora, SP inteiro virou um Pinheirinho!

Precisava escrever um post falando de violência policial.
Vou tentar fazer isso com algum cuidado, escolhendo bem as palavras.
Confesso que sinto medo da Policia de São Paulo. Afinal de contas já fui vitima de violência policial da maneira mais torpe e gratuita, sofrendo ameaças durante um tempo por resistir e denunciar o ocorrido.
E não sou único. Conheço muita gente que diz sentir mais medo da policia do que do bandido. Talvez isso seja um exagero, mas para esta frase se tornar coisa comum nas ruas da cidade é porque as coisas chegaram no limite.
Embora seja sociólogo, não sou teórico do assunto. Existem intelectuais com estudos muito interessantes sobre o tema que poderiam colaborar com muito mais qualidade.
Quero manifestar meu respeito aos policiais honestos, honrados e corajosos que enfrentam perigos cotidianos e não são reconhecidos de maneira adequada pelo governo. Tenho gente na família que trabalha na corporação e admiro muito o empenho e honestidade.
Porém não vou aqui tratar dos indivíduos, mas da estrutura.
Que a policia sempre foi violenta não é novidade para ninguém.
Que torturou, matou, escondeu cadáveres e ofereceu serviços históricos a alguns ditadores que governaram este país, existem documentos nos arquivos públicos e nas universidades para comprovar.
Mas neste último período, o Governo do Estado de São Paulo, por meio de sua policia, não tem feito esforço algum para esconder o seu viés autoritário.
Tendo em vista o comportamento recente da policia de São Paulo, fica a impressão que ela está medindo forças com a sociedade civil.
A recente mobilidade social neste país não ocorreu sem causar resistências e ressentimentos.
A hierarquia de classes e os velhos privilégios parecem estar sob ameaça e geram resistência.
Se o Brasil não conseguiu ainda oferecer aos seus cidadãos condições reais de vida digna com acesso aos principais direitos sociais, a diminuição da desigualdade, ainda que tênue, vem impulsionando mudanças definitivas na nossa sociedade.
A entrada de milhões de brasileiros no mercado de consumo talvez tenha sido a mudança mais notável.
No entanto, existe uma mudança gigantesca que pouca gente se deu conta. É muito difícil de captar porque ela ainda esta no campo do imaginário desta gente.
A igualdade social se tornou um valor cada dia mais presente na vida das pessoas.
Do nosso jeito, cheio de contradições e imperfeições, estamos construindo um novo país. A sociedade brasileira está em ebulição. Se ainda não se trata de uma ebulição política, ao menos estamos vivendo transformações sociais e culturais que inevitavelmente irão refletir no desenho de nossas instituições.
E isso causa arrepio na elite conservadora!
Quando digo que o Estado de São Paulo colocou a policia para medir forças com a sociedade, é porque funciona assim: do lado deles estão os "cidadãos de bem", inevitavelmente pacatos, satisfeitos e silenciosos. Do lado de cá está a massa crítica perigosa. São todos maconheiros, sindicalistas, viados, vagabundos, favelados, traficantes, torcedores organizados, invasores de terra, grevistas, ciclistas, camelôs, detentos, bêbados, boêmios, artistas de rua, professores, arruaceiros, estudantes, vândalos, etc.
E os conservadores sorriem satisfeitos quando a policia desce o porrete em todos estes grupos indesejáveis para o caráter pacifico e ordeiro do nosso estado.
Seja na ocupação da USP, na repressão às manifestações pacificas, na provocação gratuita em eventos sociais ou até mesmo na comemoração das torcidas por seus raros campeonatos conquistados a ordem é sempre a mesma, demonstrar força e impedir esta sociedade de respirar, conviver e acreditar em si mesma.
Ao promover o chefe da operação no bairro do Pinheirinho à Comandante Geral da Policia de São Paulo, o senhor governador deu mostras claras do que ele pretendia para a nossa polícia.
Portanto, escrever cartas de desculpas depois que esta policia executa pessoas inocentes não passa de dissimulação.
O governador anunciou que irá indenizar o empresário morto no Alto de Pinheiros, fuzilado pela policia dentro do seu carro.
Nada mais justo, porém insuficiente para reparar a perda de sua vida.
Mas chega a ser curioso o caráter dessa gestão tucana. A morte de um empresário de classe média alta merece o pronto reconhecimento do estado e pagamento de um valor compensatório. Já a morte cotidiana dos "pretos, pobres e putas" (PPP), sequer merece um pedido de desculpas. Seria porque suas vidas já não valiam nada mesmo, para merecimento de uma indenização?
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A busca do povo brasileiro por igualdade e justiça social é um caminho sem volta.
Este povo nunca mais irá aceitar ser tratado como gado. Se a violência policial existe, como sempre existiu, chegou a hora dela deixar de existir. A sociedade não admite mais este tipo de comportamento.
Os poderosos deverão aprender a estabelecer outro tipo de relação com seu povo. O mapa político brasileiro está mudando rapidamente e a força política que não se adaptar, irá desaparecer.
Uma população não deve temer sua polícia, mas respeitar e se sentir protegido por ela.
Durante um grande período, a polícia cumpriu a ingrata tarefa de ser o braço do Estado em locais onde não existiam instituições. Foi a principal mediadora de conflitos e regulação das relações entre indivíduos.
Mas estamos em outro patamar agora. O Brasil não precisa de mais policia, precisa de instituições equivalentes ao nosso momento histórico. Precisamos de justiça, não de porrete.
Estamos em 2012. A ditadura acabou há quase três décadas. A presidenta do Brasil já foi um dia  presa e torturada.
Se a Policia de São Paulo continuar medindo forças com a sociedade irá perder! Estão fazendo tudo errado e a história está aí para nos dar exemplos claros.
Agora, São Paulo inteiro virou um Pinheirinho!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Relógios de rua estão TRAVADOS desde o início da gestão Serra-Kassab. O resto da cidade também!



Vambora, vambora...
Ta na hora, vambora

Essa singela canção faz parte do imaginário paulistano.

Nenhuma pergunta é mais presente no cotidiano de quem vive nesta cidade do que a famosa: “que horas são?”.

São Paulo é a cidade que não pode parar. Até porque não tem lugar para estacionar.

Mas os relógios de rua da capital paulista estão travados desde o início da administração Serra-Kassab.

Alguns vivem simplesmente apagados. Outros marcam o seguinte horário: 88:88.

Por estes dias tem feito bastante frio em São Paulo, mas os radares parecem sentir de maneira mais drástica o inverno. Aqui perto do trabalho, o termômetro marca -10º.

Para muitos, esta questão pode ser prosaica. Um tema menor entre tantas demandas da nossa cidade.

Mas um problema simples que não é resolvido em quase uma década torna-se uma das tantas aberrações desta cidade. Antes de tudo, isso revela o abandono e o desinteresse da atual gestão com o cotidiano da população.

Dizem que a prefeitura não consegue aprovar na câmara a concessão dos relógios e pontos de ônibus para empresas privadas.

Ao que parece, esta administração prefere tratar de grandes questões, sobretudo às que envolvem arrecadação de taxas, multas, tarifas e impostos.

O senhor prefeito é muito rigoroso com os comerciantes, empresários, ambulantes e motoristas.

A prefeitura exige rigor no cumprimento dos diferentes tipos de proibição.

Existem proibições de todas as naturezas. Ninguém escapa à sanha higienista do atual prefeito.

Quem sai da linha paga caro. As multas são pesadas.

Mas quando é para dar conta de suas responsabilidades, a cidade fica igual aos seus relógios de rua, travada.