sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Porque o Corinthiano amou o Tite

- Junho de 2016

Por que o Corinthiano amou tanto o Tite?
Os coringões e coringonas espalhados por aí, nunca ficaram gritando que o Tite é o maior técnico do Brasil.
Talvez, os corinthianos sequer tivessem certeza se o Tite era ou não muito melhor que os outros treinadores de futebol.
Na verdade, isso nem era importante.
Tanto faz se o Tite tem ou não mais recursos que os outros.
Como numa relação amorosa duradoura, o fundamental é que o Tite era o melhor para nós CORINTHIANOS. Dane-se o que os outros vão pensar.
Mas como todo amor que prospera, passa a "crescer os olhos" dos outros.
Antes de assumir novamente o Corinthians em 2011, verdade seja dita, o Tite já tinha virado refugo de outros tantos clubes do Brasil.
Ninguém nem olhava mais para ele com tanta atenção. Coisas fantásticas aconteceram e nosso amor foi tão bonito, que num passe de mágica, todo mundo começou a querer nos separar. A Seleção, essa grande falsa e mentirosa conseguiu.
O corinthiano não tinha um amor cego pelo Tite. A gente via muito bem os seus defeitos. Tite nunca foi um Deus alvinegro. A relação do torcedor com ele foi diferente de todos os outros ídolos históricos do Corinthians. Tite nunca foi Deus porque seu forte sempre foi a humanidade. 
Compartilhamos suas aflições, decepções, erros, falhas, conquistas e glórias.
Mas a torcida do Corinthians tinha com o Tite o fundamental em qualquer relação: Confiança!
Nós podíamos até discordar, mas em nenhum momento a torcida duvidou das decisões do Tite, por mais difícil que elas tenham sido. Quando ele errava a gente sabia que não era de sacanagem. A gente sabia que ele estava sempre tomando suas decisões de maneira justa. Sem interesses colaterais, tão comuns no futebol. 
Tite no Corinthians foi um sacerdote.
O Corinthians é o nosso amor vagabundo.
Mas com o Tite era esse amor fraternal e equilibrado.
Tite se foi. Agora é passado.
Necessário se faz olhar para o futuro. 
Espero sinceramente que tenhamos um técnico para o futuro, com olhar para o futuro e superemos esse lodo da geração de técnicos que ajudaram a afundar o futebol brasileiro. Gente que vem pra ganhar uma fortuna e não consegue se estabelecer nem no futebol chinês. Pensamentos arcaicos, covardes, malandros, colonizados e atrasados.
Tomara tenhamos a sorte de encontrar um bom nome para nosso futuro.
Obrigado por tudo, Tite. 
Mas a vida continua. É preciso seguir à diante

Gaviões contra o golpe

-Abril de 2016

Os Gaviões da Fiel inauguram o modo de operação da repressão pós Golpe de 16.
Dão uma amostra grátis do que ocorrerá com as organizações coletivas que se tornarem um incômodo aos quartéis juridicistas institucioneiros corporativos burocráticos e políticos.
E não me venham com a apelação midiática com o discurso desbotado da questão das violências entre as torcidas. Na verdade, o futebol absorve uma violência que já está na sociedade. Melhor, dá um sentido lúdico e domestica muitos conflitos que outrora se resolviam em batalhas muito mais sangrentas e em conflitos entre diferentes grupos sociais, nações, etc.
O futebol diminui a violência e é também vítima dela.
Se em São Paulo, os poderosos estivessem realmente preocupados com a questão da violência urbana entre os jovens das periferias, combateriam os grupos de extermínio que atuam nos bairros pobres, provocando holocaustos cotidianos, como nas chacinas pra lá de suspeitas, que dão até medo de continuar esse texto. Enfrentariam o extermínio da população negra que ocorre sob o silêncio sorridente de São Paulo.
Não é preciso ser um gênio das interpretações para perceber que os Gaviões tornaram-se mais insuportáveis ao establishment do Tucanistão quando colocaram os dedos na ferida. Quando denunciaram a máfia da merenda que agora condena as crianças pobres do estado a passarem fome nas escolas (isso sim é violência), quando enfrentaram firmemente o Presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo e por consequência o Sr. Governador e pior, ofenderam a toda poderosa Matrix Rede Globo que é dona do Futebol, do Carnaval, dos Jornais, dos políticos, bem como de todas outras coisas do Brasil.
Os Gaviões certamente pagam o preço pelos corinthianos que marcharam juntos nas manifestações contra o Golpe de Estado que está agora em fase de conclusão. Embora nenhuma instituição - nem Corinthians nem Gaviões - tenham assumido posição sobre o atual momento, muitos torcedores que reconhecem o viés popular e inclusivo do Corinthians, foram às manifestações com a camisa alvinegra, que funcionava como uma espécie de resposta intuitiva e antídoto contra aquela camisa amarela insossa da seleção do sete à um.
Antes de a campanha pela anistia despontar com força pelo Brasil, no inicio de 1979, os Gaviões ergueram uma faixa, em plena ditadura militar, pedindo Anistia Ampla Geral e Irrestrita. Foram o estopim daquela campanha.
Antes mesmo das campanhas pelas Diretas Já, um grupo de jogadores do Corinthians, liderado por um gênio chamado Sócrates Brasileiro, fundaram a Democracia Corinthiana, o que foi pedagógico para que a sociedade percebesse o valor da liberdade e da democracia. Melhor, o Corinthians foi um time campeão com a democracia. Assim como o nosso país melhorou muito depois da abertura democrática.
Dessa vez, somos de maneira triste, novamente pioneiros. A Gaviões é o primeiro movimento social a ser colocado na ilegalidade, algo que, estejam certos, ocorrerá à rodo, caso o Golpe de 16 se concretize.
Os poderosos se apavoram com o potencial que o futebol dispõe de comunicação com a sociedade. 
A repressão contra os Gaviões será pedagógica para cada jovem torcedor passe a perceber como se comporta a mídia manipuladora e quais são as armas de repressão política travestidas de atuação jurídica e de combate ao crime.
Tanto tempo se passou e eles não sabem o que é ser Gavião. Que bobos!
A Gaviões não acabou nem jamais acabará.
A Gaviões já nasceu perseguida. Muitos Gaviões já nasceram sabendo o que é ser perseguido.
Não têm medo de serem clandestinos porque conhecem muito bem o que é a exclusão social e a informalidade.
Não estranham a repressão do Estado porque quem vive nos bairros pobres de São Paulo conhece muito bem o que é o esculacho cotidiano. 
Não vão calar os Gaviões porque a torcida do Corinthians não vive em uma sede. Nosso espaço não é físico. O Corinthians antes de tudo é uma idéia. A maneira como o povo se projeta no mundo em que ele vive. É a interpretação da realidade. É o instrumento para vencer a opressão e a exclusão. É o canal por onde se pode ter voz. Este clube foi fundado para que possamos dar um sentido ao desejo do povo trabalhador em vencer os poderosos. Foi assim desde sempre. Desde que o Corinthians nasceu, estão tentando fechar o Corinthians. 
O Corinthians é metafísico.
Vocês não entenderam nada.
Sairemos mais fortes. Agora é que o povo sente mais gosto pela luta.
Aqui é Corinthians!
Salve Gaviões da Fiel.

Corinthians é Corinthians

- Novembro de 2015

Por que o Corinthians não é o São Paulo?
A tarefa aqui não é narrar uma história de supremacia nem desenrolar um enredo de grandes vitórias sobre o rival.
Muitos, inclusive, se recusam a entender o SPFC como um verdadeiro rival.
Talvez porque os Corinthianos simplesmente não se reconheçam no Tricolor do Morumbi. Não encontrem elementos para algum esforço comparativo. Não consigam se projetar como torcedores do São Paulo e nem entender qual o barato que eles sentem.
Particularmente, considero correto que o time do Morumbi carregue consigo o nome da cidade e do estado de São Paulo.
Não somente por eles estarem a alguns metros do Palácio do Governo e terem entre os seus quadros figuras proeminentes da nossa oligarquia.
Hoje o São Paulo é sim um clube de massa. Uma das maiores torcidas do Brasil.
Acontece que o Corinthians não está situado em São Paulo. O Corinthians está em Corinthians!
O lado B da cidade. Um espaço metafísico para além da realidade pronta que todos querem ver.
O Corinthians está cravado na Zona Leste. 
Estamos nas quebradas, nas favelas, nas vilas e vielas. Nas filas de hospitais.
O Corinthians também está no resto do Brasil. Está no mundo todo. Não somente pelo tamanho de sua torcida, não se trata disso. Acontece que o Corinthians está numa dimensão quase que oculta. Só consegue enxergar quem vive de alguma maneira "fora da casinha".
O Corinthians está geograficamente em São Paulo e no Brasil. Mas também está em todo lugar e poderia estar em lugar nenhum.
Vivemos num plano chamado Corinthians.
Quando fomos ao Japão, lembro muito bem que ao sair do Metrô, existiam barraquinhas da FIFA vendendo camisetas do Corinthians e do Chelsea.
Quem tem amigo japonês, sabe que das duas uma. Ou o Japonês é todo certinho, ou é totalmente xarope. Não tem meio termo.
Os japoneses Plano A, de cara compravam a camisa do Chelsea. Poderia muito bem ser a do São Paulo FC.
Mas os japoneses doidões. Tudo Curinthia. Teve ate um que se mudou para o Brasil só pelo Corinthians. Amigo nosso.
O Corinthiano sabe que é diferente. Não por aquela coisa repetitiva de medir o tamanho da paixão. Isso também. Mas experimenta-se, a cada momento, a percepção de que se é impertinente e até mesmo esquisito.
Um São-paulino você conhece pelo jeito de andar. Pelo corte de cabelo. Pela camiseta que está vestindo.
E nem estou entrando nessa sacanagem de chamá-los de Bambi. Juro que não é essa a minha provocação. Não é.
A gente simplesmente não tem esse apego pela estética. Não fazemos esforço para estarmos adequados. Não escolhemos muito a roupa como também não escolhemos ser corinthianos. Nos reconhecemos corinthianos. É diferente.
De verdade: eu não odeio o São Paulo.
Só não entendo muito a graça de ser São-paulino. Mas tudo bem.
Ser Corinthiano é ser outsider. Não se satisfazer com as fórmulas simples. É ser Corinthiano desde a hora que acorda até quando vai ao trabalho, vai jantar, faz amor, etc.
É saber que existe algo que nos distingue dos demais. A experiência definitiva e derradeira que está muito longe do senso comum. É alguém te chamar na rua assim:
"O Curinthia, chega aí".

Corinthians desde muleque

- Novembro de 2015

Eu era menino.
Sete ou oito anos.
O Corinthians foi campeão.
Percebi que isso significava muito.
Foi gol do Sócrates.
Um ano antes havia me descoberto corinthiano na apoteose da democracia, em 1982.
Lógico que eu também não sabia o que era democracia, mas já achava lindo.
O Corinthians, de uma maneira muito especial, explica as coisas da vida pra gente.
Ah tá (voltando). Eu era menino e o Corinthians foi campeão em 1983.
Minha mãe havia feito um bolo. Era o "bolo do Corinthians".
O Sócrates fez o gol. Meus pais me incentivaram a gritar na janela do prédio. Sem saber, criaram um monstro.
O Corinthians era campeão! 
Meu pai ficou com sede. Queria tomar uma. 
Desceu comigo até o boteco que havia bem em baixo do prédio onde eu morava.
Logo que saí à rua, percebi que tudo estava diferente. A avenida estava fechada. Segundo minha mãe, a rua era um lugar perigoso, "podia até morrer". Mas naquele dia eu podia andar no meio da avenida onde os carros normalmente passavam apressados.
Todo mundo gritava louco na rua com a camisa do Corinthians.
Meu pai havia me vestido com uma camisa dos Gaviões. Quase ninguém tinha camisa dos Gaviões naquela época, mas meu pai descolou uma pra mim com um grande amigo que havia sido um dos fundadores e presidentes.
Entrei no boteco de mãos dadas com meu pai. A coisa mais legal que pode existir na vida de um homem.
Todos bebiam muito e gritavam:
CORINTHIANS! CORINTHIANS!
Batiam no balcão. Tinham aquela cara de doidos. Um olhar perdido. Não sabia se era pelo Corinthians ou pela bebedeira. Talvez os dois.
Percebi, ainda que moleque, que havia algo diferente. Todos estavam alterados e hipnotizados. Gostei.
Era bacana estar no meio daqueles caras. Sentia que eu era homem também.
Um grandalhão me viu com a camisa dos Gaviões. Gritou na minha cara. Berrou alto olhando fundo nos meus olhos. Me assustei um pouco.
Daí, ele me segurou pelos braços. Me levantou ao alto. Me jogou três ou quatro vezes para o céu.
Meu pai nem ligou. Aqui é Corinthians, moleque... aprende...
Minha vida nunca mais foi a mesma.
Eu era um dos caras. Um dos Corinthianos. Podia falar de igual para igual. Esse lance da experiência de igualdade vivendo o Corinthians rende um livro.
Mas eu estava entre eles. Podia coçar o saco em público. Tava liberado. Era assim mesmo. Sensacional.
Aprendi àquela maneira, que o titulo se comemora na rua. Que a rua é do povo.
Para além da volta olímpica, existe muito mais coisas que não saem em nenhuma reportagem.
CORINTHIANS campeão e eu gosto é da rua.
A rua é do povo. Ocupação.
O Corinthians me ensinou isso também.
O Corinthians me fez. Sou forjado em Corinthians.

Não existe Domingo sem Corinthians

- Outubro 2015

Domingo sem o Corinthians é um vazio sem fim.
Uma semana. Dez dias. É para morrer de saudade.
É você ter tempo para fazer um monte de coisas que nunca consegue. Mas de nada vale esse tempo livre.
De nada presta esse ócio improdutivo, inútil e desmotivado.
Melhor mesmo é almoçar correndo, dar um beijo displicente na mãe, no pai, em quem se ama e sair correndo para o estádio.
Gostoso é abrir o jornal de domingo, pulando os cadernos cheios de futilidades, com notícias sobre a política, o dólar que sobe, o mundo, as guerras, a água em Marte, a dica de shows, musicais, coisas chatas, o que dá ou não dá colesterol. Superar todas essas informações menores e avançar até os esportes, para ver as notícias do Timão. Notícias repetidas, que no fundo já estávamos inteirados, mas mesmo assim dá um gosto danado de ler outra vez.
Melhor almoço do mundo é aquele macarrão com frango que a gente come no sofá da sala de olho na televisão, esperando o jogo começar.
Domingo sem o Corinthians, é ter o dia todo para cuidar da própria qualidade de vida.
Mas que papo estranho é esse? Melhor mesmo é quase morrer de infarte! Passar mal com nosso coração corinthiano saindo pela boca.
Ver a seleção jogar, ao invés do Corinthians, é como aquela cagada que todo mundo fez uma vez na vida. Sair com uma pessoa que não vale à pena, pra logo perceber que a gente queria mesmo estar ali, vivendo o que a gente sempre gostou de viver, com o amor da nossa vida. É perceber como é boa essa rotina, nem que seja com pão murcho e café com leite. Que não há glamour que substitua a deliciosa simplicidade cotidiana. Que o Corinthians sim, é um amor que nos merece. Estar com o Corinthians é estar com a pessoa certa, não importa onde. É reconhecer o hálito um do outro. É viver tranquilo, sem precisar fazer pose ou escolher as frases certas, no maior estilo Vai Corinthians.
O Corinthians é nossa alma gêmea.
Não sobraria muito da nossa vida sem o Corinthians

Gritar gol é só depois que a bola entrar

- Outubro de 2015


A gente no Corinthians está tão acostumado a conseguir as coisas do jeito mais difícil e sofrido que tá até estranho esse lance de campeão em potencial. São sete jogos de antecedência.
Não que tenha sido fácil, tivemos uma curva dramática com a perda do nosso artilheiro. O que ao final acabou sendo boa, pois mais uma vez o Corinthians se mostra "mais grande" do que os brilhos individuais. Somos fortes quando encontramos a energia dentro de nós mesmos.
Mas, acontece que nesse campeonato, o mais difícil mesmo tem sido aguentar o choro histérico de alguns adversários. Pior! o que se traveste de clamor por "justiça" revela um grande preconceito desse Anticorinthianismo Ressentido e uma falta de reconhecimento por nossos méritos.
Bom, estamos bem à frente, mas ainda não ganhamos.
Pra quem não sabe, no estádio é proibido gritar gol antes da bola entrar de fato na meta adversária. O "gol antes" liberaria um raio de zica capaz de desviar a trajetória da bola e nos punir pela arrogância que não combina com nossa historia sofrida. Quem grita gol antes pode até apanhar. Nunca faça isso.
Sendo assim, também não vale gritar "campeão" antes.
Muito menos gritar "chupa" antes.
Nem depois. Esse lance de "chupa" é muito chato. Embora eles mereçam pelas maledicências proferidas.
Mas vamos encontrar felicidade dentro de nós mesmos. Sem ressentimento.
Porque o Corinthians tem luz própria.

O que existe de lindo em mim

-Setembro de 2015

O Corinthians é tudo de mais lindo que eu tenho na vida. 
É a pureza que insiste em permanecer na minha alma. 
É a infância que resiste dentro de mim. 
São as minhas memórias mais doces e felizes.
São também as tristezas e amarguras que me fizeram mais forte e mais firme.
Indo ao estádio aprendi a me virar. A ser homem. A ficar esperto. A admirar os coringão loco mais velhos. Descobri uma ética comportamental que não se aprende em faculdade nenhuma do mundo. 
Falando do Corinthians aprendi a falar com todo tipo de gente. A sentar na calçada e trocar ideia com o cara que recolhe latinhas numa boa e aprender muito com ele. 
Aprendi também a falar com meus chefes ao longo da vida, a perder o medo, me tornar mais seguro. 
A verdade é que o Corinthians me deu as maiores noções de igualdade. 
Eu amo muito o meu Corinthians. 
Digo "meu" porque mesmo ele sendo gigante há um Corinthians íntimo e afetivo para cada um de nós. 
Mesmo sendo uma nação, o Corinthians não perde aquele jeitão de time de bairro, de comunidade. Todo mundo se conhece. 
Com o Corinthians aprendi a amar melhor. Um amor em que a gente se entrega, se vive, se joga. A amar sem ter medo de sofrer, porque ser Corinthiano é assim mesmo. Amar sem temer, sem dissimular, olhar no fundo dos olhos, falar do jeito que vier aquilo que vem do coração, beijar cheio de saliva, não medir as conseqüências. O Corinthians é um amor vagabundo. 
Adoro ser Corinthians até no ódio dos adversários. Adoro ser do clube da gentalha, dos excluídos, dos marginalizados, dos maloqueiros, daqueles que nunca tiveram vez e nem voz, mas se fazem mais fortes em seu nome, meu coringão querido que eu tanto amo. 
Muito obrigado por você existir. 
Feliz Aniversário Corinthians, parabéns pelos seus 105 anos de superação.
Você é parte integrante de quem somos. 
Aqui é Corinthians!