sexta-feira, 26 de setembro de 2014
As candidaturas que falam pelos candidatos
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
O Planeta das Certezas.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
O Reaça Pobre e a Síndrome de Dona Florinda
O reaça rico a gente até entende.
Compreensível ele ser conservador, defendendo a manutenção do status quo, sua posição e privilégios nesta sociedade tão hierarquizada como a brasileira.
Agora, o Reaça Pobre é de f... Vive esmagado, frustrado, explorado, sob risco permanente, mas ainda diz sentir medo do "inimigo vermelho". Até hoje acredita em bicho papão.
Precisa convencer a si mesmo que é um cara muito importante e diferente da "gentalha". Padece da síndrome de Dona Florinda.
Vive destilando preconceito contra os vagabundos, contra os negros, contra os baianos e paraíbas. TUDO ISSO EM CAIXA ALTA NO FÓRUM DE DEBATES DO UOL DEIXANDO EVIDENTE A SUA CARÊNCIA, JÁ QUE NO COTIDIANO NINGUÉM TEM PACIÊNCIA DE FICAR OUVINDO SUAS BOBAGENS, ENTÃO NA INTERNET ELE FICA NERVOSINHO, CORAJOSO E CRUEL.
Se o reaça rico já não parece ser muito atraente, como disse certa vez aquele filósofo Pondé, o Reaça Pobre então, vive num desconsolo só.
Sobrevive porque é desinteressante até mesmo para ser perseguido.
É uma espécie de animal "incomível" da cadeia alimentar.
Se a chamada "Esquerda Caviar" causa irritação nos "esquerdófobos", por ser uma suposta contradição, o Reaça Pobre então, coitado... É uma aberração. Quando o cara aparece numa festa todo mundo olha para o chão e diz: "Patcha que pariu... la vem..."
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
DANNEMANN - Excelência nos charutos e no atendimento ao consumidor.
A São Paulo que assistiu o memorável show de Gil no Ibirapuera
Gilberto Gil fez um show histórico no Parque do Ibirapuera.
Em tempos de pouca água ele lavou a alma dos paulistanos que puderam curtir um pôr do sol bacana no parque.
As galeras fizeram seus piqueniques, depois sentiram uma brisa gostosa que levemente lambia o rosto da multidão.
Um clima delicioso meio incomum nesta São Paulo carrancuda.
Aliás, ao contrário do que se poderia supor, SP está cada dia menos carrancuda e conservadora. As transformações sociais são como a maré, vão mudando lentamente, sem que a gente perceba. Mas quando nos damos conta, o que era submerso agora se apresenta como uma nova paisagem.
Aquela cidade neurótica, abrigo dos azares e dos traumas de tanta gente fugida da guerra ou retirante da seca talvez esteja ficando para trás.
Permanece ainda nos velhos broncos e no preconceito inabalável dos coxinhas que perambulam por aí. Mas percebe-se a cada momento uma galera bacana, disposta a compartilhar senão o pão, mas ao menos os espaços públicos cada vez mais ocupados.
Essa nova geração, livre dos traumas e fantasmas das rupturas políticas, regimes ditatoriais, híper-inflação, miséria generalizada e desemprego crônico não parece mais obcecar a "Cidade do Progresso", mas a São Paulo do bem-estar social. Uma nova geração de "baby bummers tupiniquins" um pouco inconseqüentes, porém livres do medo crônico do caos iminente.
Quanta coisa para se ver num show, não é? Mas as coisas estão aí. Os bons observadores irão perceber.
O Gil estava fantástico, desfilando sua vitalidade surpreendente. Controla e conhece o público como ninguém. Fez um espetáculo memorável.
sábado, 13 de setembro de 2014
Pra conversar com Aécio Neves.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
O Facebook e a pangeia social

Preferencialmente, ela aproxima amigos e parentes, mas ocorre que poucas pessoas estão preparadas para o contraditório.
Nas festas de família ou nos churrascos entre amigos é possível se esquivar em marcar posição sobre determinados temas. Principalmente quando sua opinião é diferente da predominante naquele espaço.
As maiorias são "corajosas". Acreditam cegamente em si mesmas e não suportam serem contrariadas.
E para falar a verdade, quem quer passar o tempo todo discutindo e debatendo? A gente ouve os absurdos e fica em silêncio. Muito melhor assim.
Mas aqui no FB não dá. De algum modo este ambiente favorece a tomada de posição. Aí que ferra tudo.
Os donos da verdade ficam cegos de ódio. Babam de raiva. São intolerantes consigo mesmo, como poderiam tolerar as diferenças dos outros?
Amizades se afastam. Pessoas que antes eram suas amigas adquirem uma antipatia insuportável.
Nas grandes cidades, cada vez mais os espaços de convivência estão divididos. Você olha na cara das pessoas. Da pra ver se determinado bar ou restaurante é de gente cult, gay, reaça, yuppie, racista, vermelho, coxinha, alienado, machista, feminista, motoqueiro, BlackBlock.
Há tempos existem os circuitos e as tribos, mas nunca estivemos tão divididos. Você vai num lugar com um "tipo de gente" diferente de você e no seu íntimo sente vontade de exterminar a todos.
Rapidamente estamos todos indo para um gueto que é social, mas também pessoal, íntimo e afetivo.
Estamos nos dividindo (mais do que o necessário), mas por outro lado também estamos nos aproximando. Sobretudo, de gente que concorda conosco.
Talvez, o brasileiro esteja mudando. Talvez, em algum momento, a conciliação não seja mais a nossa opção principal nos momentos difíceis. Talvez caminhemos ou estejamos preparados para certos conflitos.
Desejo que as minhas e as suas amizades sobrevivam até o final da eleição.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Feliz Aniversário, Corinthians. Nosso espírito imortal.
Feliz Aniversário, Corinthians.
Um momento meio esquisitão da nossa história.
Porque para a nossa gente, o Corinthians não pode ser o Corinthians sem que a gente consiga se reconhecer nele.
Tantas coisas mudaram de maneira tão rápida.
Ainda nos sentimos meio sem jeito na nova casa rica, ainda meio gelada.
Dá um pouco de saudade do nosso cafofo. Onde fazíamos amor em sua plenitude. Comíamos arroz, feijão e fome, mas éramos muito felizes.
Sim, estamos gratos à Deus pela casa nova tão bonita.
Foi muito bom ganhar estes campeonatos incríveis. Viajar até o Japão para quem não tinha passaporte, mas sempre teve identidade, foi inesquecível.
Acontece que essa atmosfera de "novo rico" não combina conosco.
Desde sempre aprendemos a não dar o passo maior do que a perna. Quem sempre foi pobre, descobre muito rápido que não pode ser inconsequente.
Valorizamos a simplicidade. O olho no olho, o abraço apertado e não precisamos de muito para ser felizes.
Na boa, nem sabemos como ser esnobe. Somos meio caipiras e desajeitados. Somos todos um pouco Adoniran Barbosa.
Mas eu sei que este estranhamento logo vai passar.
Neste momento, percebe-se de maneira tão evidente que o Corinthians não está em seus edifícios, em seus troféus, em seus jogadores, nem no nome de ninguém. O Corinthians está no espírito do nosso povo. O nosso coringão paira no ar.
O Corinthians é energia coletiva. É palpável e ao mesmo tempo sensível. Tem gosto, tem cheiro. É uma coleção de quadros e imagens pregadas em tudo quanto é canto da nossa memória.
O Corinthians está na alma e corre nas veias da nossa gente.
E dá uma alegria danada perceber que este povo, de uma maneira muito especial, já fez a sua escolha. Quer um Corinthians popular. Não quer um clube que escape aos nossos dedos. Que deixe de representar aquilo que somos.
Esta nova realidade não subiu na cabeça de nenhum corinthiano. Este é o primeiro passo para vencer sempre na bola e na vida. É isso que nós somos e não vamos mudar. A casa é bonita, mas queremos os nossos camaradas juntos de nós, curtindo este samba e comendo na mesma mesa.
O Corinthians é o nosso espírito imortal.
Parabéns, Corinthians que aprendemos a amar.